sozinho perdido

Sabe aqueles empreendedores que estão sempre dando murro em ponta de faca? Tentam, mudam, tentam de novo, reformam, contratam, demitem e seguem tentando, mas os resultados são sempre insatisfatórios, decepcionantes ou trágicos. Isso acontece em empresas de todos os portes.

Alguns só conseguem culpar a crise, no entanto, usar essa bengala eternamente não vai trazer nenhum benefício para o negócio. A solução acaba sendo, muitas vezes, reduzir os custos. O problema é que nem sempre apertar os cintos resolve — há organizações com gestão financeira bastante profissional que também patinam.

Quando pinta essa angústia e a causa é desconhecida, é melhor apurar os sentidos. Enxergando empresas que passam por dificuldades como organismos vivos, é possível reconhecer, nas pessoas jurídicas, situações parecidas com crises existenciais que enfrentam as pessoas físicas.

Normalmente, a origem dos problemas é a falta de um propósito e de uma identidade. Na realidade, na maioria das vezes eles existem, só falta reconhecê-los e dar a eles a devida importância.

Essência e propósito

É tradição no Brasil: quando o desemprego sobe, o empreendedorismo cresce, resultado da necessidade. Um bom indício é uma pesquisa divulgada em 2016 pelo Sebrae, na qual 38% dos entrevistados — donos de pequenos negócios – responderam que abririam mão de seus empreendimentos para receber a mesma renda com carteira assinada.

Quem abre um CNPJ para obter o seu sustento dificilmente o faz com o planejamento e organização ideais, e não cabe nenhuma crítica a isso. Por outro lado, quem toma esse rumo como opção de carreira, baseado na sua vontade pessoal, tem a obrigação de ser mais cuidadoso.

É claro que ganhar mais dinheiro e ter total autonomia são desejos legítimos, mas é fundamental ir além e pensar na essência, por mais piegas que isso possa soar. Esse é o melhor ponto de partida para evitar os problemas de que falamos no início do texto. Quando as coisas começarem a ficar estranhas, lembrar da essência ajuda a iluminar os problemas.

A essência é a motivação que leva uma pessoa não apenas a empreender, mas a trabalhar. Reconhecê-la leva ao descobrimento do propósito. Muita atenção aqui: o propósito da empresa não deve ser pensado como um objetivo individual. A pergunta que precisa ser feita é qual a marca que a organização quer deixar na sociedade.

Identidade: o pulo do gato

Esse papo é importante porque mesmo quem navega sozinho nos mares do empreendedorismo não pode deixar de pensar nos outros. Afinal, ele terá de vender seu produto ou serviço para consumidores que têm várias alternativas nos concorrentes. Imagine então uma empresa grande, que tem ainda dezenas, centenas ou milhares de funcionários para engajar.

O melhor cenário é quando o público – tanto interno quanto externo – consegue reconhecer, mesmo que não saiba definir com palavras, qual é o tal propósito. É aí que entra em cena a identidade da marca.

Você pode até achar óbvio, mas muitos não se dão conta que essa identidade não deve ser inventada, construída de maneira artificial. A identidade da marca simplesmente reflete a sua essência e o seu propósito. Sem enganação, sem dizer que é quando não é.

E o trabalho não termina aí. Quem identifica a essência, o propósito e descobre a identidade, agora precisa trabalhar para que os demais — colegas, funcionários, clientes, fornecedores e parceiros — reconheçam tudo isso.

Primeiro, buscando criar uma cultura, dentro da empresa, que reflita esses valores. Nos processos, nas relações e na comunicação. Quando isso acontece, é como mágica: ninguém precisa racionalizar que a empresa tem tal propósito, pois a ideia já estará no ar, sendo sentida.

A partir daí, fica muito mais fácil transformar a identidade da marca em elementos mais palpáveis como um slogan, um logotipo, um conjunto de cores e outros elementos visuais da comunicação. Desse modo, a essência da empresa é transmitida também para o público externo. Sem nunca esquecer que é indispensável ser sincero e transmitir apenas aquilo que é verdade.

Quer descobrir métodos para identificar a essência, propósito e identidade de marca? Então fale com a gente por aqui. Para acompanhar novos textos da Laborama, siga nossa página no Facebook.

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