“A única vez que estivemos todos juntos, presencialmente, foi no casamento de vocês (Laila e Gui). Uma semana antes do mundo virar de cabeça para baixo e tudo mudar.”

Essa poderia ser uma frase de pessoas que se conheceram em algum curso, que são amigos de amigos, que têm algum ponto de conexão em comum e que, por acaso, se encontraram na mesma festa de casamento para celebrar o amor e a vida.

Pois bem… Essa é uma história real e não diz respeito a uma mera oportunidade para conhecer pessoas que há muito tempo escutamos falar e estamos loucos para conversar. Essa frase relata o início da construção de uma sociedade entre Laila, Stela, Cuca, Gigi, Ana, Laura e Gui. Ou, simplesmente, o time da Laborama.

Para quem está nos conhecendo agora, vou fazer uma breve viagem no tempo. E, mesmo para quem já sabe um pouquinho sobre nós, vou trazer aqui alguns detalhes mais secretos da nossa história, daqueles que a gente conta só para os íntimos, sabe? 🙂

Em 2010, depois de ter voltado de uma experiência de trabalho em Portugal e desistir de um empreendimento no qual investiu por dois anos (a Bendito Fruto, uma agência de comunicação), essa que vos fala foi indicada para uma vaga de estágio em uma das maiores e melhores agências do Rio Grande do Sul: a Incomum. Prestes a me formar em publicidade, ainda que cheia de dúvidas e incertezas sobre o futuro, não pensei duas vezes e fui para entrevista. Nesse dia, conheci o Cuca e a Stela, duas pessoas as quais muito já tinha escutado falar, não só como referência na faculdade, mas pelas experiências da minha irmã mais velha, que há muitos anos foi funcionária da, até então, Qualitas Insight — antigo nome da Incomum.

Aquela entrevista foi amor à primeira vista. Da minha parte, sem dúvidas. Da deles, eu creio que também. Saí de lá contratada, feliz como uma criança que vai pela primeira vez para a escola nova. Minha jornada como atendimento por lá durou dois anos e meio, o suficiente para que eu tivesse certeza de que existem empresas que fazem a diferença no mundo pelos seus valores, que são fiéis a eles e que, por isso e por tantos aprendizados, me moldaram como profissional. Mas o melhor: essa relação curta e intensa fez com que meus chefes virassem meus grandes amigos. Não só a Stela e o Cuca, como também a Gigi e a Ana, outras duas grandes referências para mim.

Mas, era preciso alçar voos. Segui o meu caminho por outras direções, sempre nostálgica e saudosa daquela casa que era mais do que um trabalho, era um lar. Nesse meio tempo, experimentei outros ambientes profissionais que, por muitas vezes, me fizeram duvidar de que era possível ter sucesso, fazer o que se gosta, ter saúde e ser feliz ao mesmo tempo. E foi numa dessas crises existenciais que, em 2016, com muita consciência, eu decidi largar tudo e recomeçar. Não sabia onde nem como, mas sabia que queria fazer algo que inspirasse outras pessoas tal qual a Incomum me inspirou.

Nessa pausa, na busca constante por encontrar um caminho que fizesse sentido para mim, eu descobri o Programa Germinar. Só de ler a proposta do programa, pude ter certeza que aquela experiência seria um divisor de águas na minha vida e que eu não poderia passar por ela sem ter do meu lado alguém que eu confiasse muito. Decidi chamar a Stela para entrar nesse barco comigo.

São Leopoldo, 18 de agosto de 2016 — uma quinta-feira que anunciava uma imersão profunda no conhecimento da antroposofia, dentro de mim mesma e na descoberta de novos amores. Já no primeiro dia, eu e o Gui cruzamos os nossos olhares. No domingo, almoçamos juntos e nunca mais nos separamos. Na sala de aula, compartilhando conhecimentos e experiências, estava a Laura, mestre em facilitação.

Foram cinco módulos de muita conexão. Ao final dele, encontrei a resposta que tanto procurava. Eu já sabia o que eu queria fazer, como queria fazer e com quem eu queria empreender — e que dessa vez não seria uma aventura; era pra valer. Sentadas embaixo de uma árvore, Stela e eu sonhamos a Laborama. Claro, que na época ainda não tinha esse nome. Para dar forma, materializar o projeto e fazer com que essa organização ficasse de pé, não bastavam nós duas. Fomos, então, buscar o nosso grande alicerce: Cuca, Ana e Gigi. A Incomum, da qual fui estagiária, agora era minha “sócia-irmã”.

Em maio de 2017, colocamos oficialmente a Laborama no mundo. De lá pra cá, nos desenvolvemos, amadurecemos e crescemos num ritmo sustentável, fluido e orgânico. Estabelecendo parcerias, experimentando ambientes e lugares, sempre conectados com aquilo que acreditamos: que com respeito aos seres humanos, podemos mudar o mundo, um CNPJ de cada vez.

Uma das formas de se medir o sucesso de uma organização é quando a demanda começa a ficar mais alta do que a capacidade de entrega. E isso aconteceu com a gente em 2019. Para seguir nos desenvolvendo, precisaríamos de mais braços e corações que pulsassem conosco, acreditando que com verdade, entrega, simplicidade, colaboração, amor e uma boa dose de espiritualidade, poderíamos seguir em frente, alçando voos ainda mais altos.

E foi exatamente nesse ponto que o Gui e a Laura retornaram para essa história. Ambos querendo trabalhar com facilitação em organizações, conectados com a mesma essência que a Laborama já carregava. Então, ao invés de dividir esforços e energias, resolvemos compartilhar força, vontade e dedicação.

Nós sete, em meio à pandemia de 2020: Laura, Gui, Gigi, Stela, Laila, Cuca e Ana 😉

Em 7 de março de 2020, eu e o Gui casamos (ponto importante: quem nos deu a bênção foram o Cuca, a Stela, a Malu e a Alice — essa grande família, que virou nossa também). Lá, foi a primeira vez que Ana, Cuca e Gigi viram a Laura. Com a mais pura energia de amor, celebração e alegria, estivemos juntos num mesmo ambiente físico pela primeira e única vez até agora. Vinte dias depois, formalizamos nossa “relação de namoro” e, de mãos dadas, desbravamos 2020, os sete, receosos com o futuro, mas certos de que sobreviveríamos e que terminaríamos esse ano com muitos aprendizados e histórias para contar que nos encheriam de orgulho.

Nossa intuição não falha. O poder da nossa intenção, também não. Quase uma ano depois, em 24 de Fevereiro de 2021, ainda por trás de uma tela, ausentes de abraços e “tim-tins” para brindar as conquistas, demos mais um passo na nossa história. Continuamos sendo sete, mas agora, todos sócios desse CNPJ que nos une.

É possível engajar times e prosperar trabalhando de forma remota, em meio à uma pandemia? Nós provamos que sim!

Que venha esse novo ciclo, com todos os desafios e boas surpresas que ele há de nos apresentar. Já estamos aqui, prontas e prontos para o que der e vier, desejando que tu que leu até aqui, esteja sempre por perto, nos acompanhando nessa jornada!

24 de Fevereiro de 2021: o dia em que nos tornamos sócios 😉

Um beijo,

Laila, Stela, Cuca, Gigi, Ana, Laura e Gui.

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