dinâmica de grupo processo colaborativo

Colaborar. Um verbo simples que requer um olhar sistêmico quando se trata da prática em empresas. Se olharmos para a colaboração pelos quatro níveis das organizações — um conteúdo riquíssimo, vindo da antroposofia — podemos entender algumas coisas.

— No nível de recursos, preparar o ambiente físico para receber a prática da colaboração é um detalhe que faz toda a diferença. Cadeiras em círculos permitem a conexão olho-no-olho e nos remetem ao entendimento de que, na colaboração, todos têm voz e de que cada um deve exercitar em si, o verdadeiro poder da escuta. Assim, nos tornamos livres de hierarquias e do modus operandi tradicional: o comando-controle. Materiais que estimulem a sinestesia e a mão-na-massa em um nível bem sensorial ajudam os participantes a se conectarem em um nível importantíssimo para colaborar — o sentir.

— No nível dos processos, saber escolher as principais metodologias a partir de objetivos claros é fundamental para atingir metas e resultados. Ainda neste nível, usar a criatividade para mesclar ferramentas e a espontaneidade para criar de acordo com as necessidades latentes que o grupo pede no momento, faz toda diferença na fluidez da colaboração.

— Aprofundando um pouco mais, entendemos que a colaboração, para além dos processos e recursos, está no nível das relações. A forma como as pessoas são estimuladas a interagirem com o conteúdo e entre si — estabelecendo conexões de confiança que permitam abertura, protagonismo, autonomia e liberdade para somar potenciais e cocriar resultados — é a cereja do bolo dos processos colaborativos.

— Por fim, tornar um ambiente colaborativo faz parte do propósito, da cultura organizacional e está no cerne das empresas: no nível da identidade. Fala com valores, com missão e com a criação de futuros desejáveis, a partir de um olhar de dento para fora.

Colaboração é, sim, teoria. Mas, sobretudo, colaborar é prática, é treino, é engajamento. É comprar uma ideia de que é possível gerar resultados frutíferos para o negócio de um jeito diferente, que empodera pessoas para somarem forças a partir do que há de melhor em cada indivíduo.

Colaboração é desenvolvimento, é relação ganha-ganha. É enxergar que o mérito se torna mais valioso quando está na mão de todos e não de uma pessoa só. É olhar para todas as pontas de um negócio e fazer acontecer, gerando mais valor para todos os envolvidos no sistema que compõe uma organização.

Qual nível você precisa desenvolver para potencializar a colaboração no seu trabalho?

PS: as fotos deste post representam um processo colaborativo de construção de ações para o dia do cliente da Casarão Imóveis, nosso cliente na Laborama. Os líderes da empresa foram estimulados a fazer um brainstorming com suas equipes, para gerar ideias que encantem o cliente. Com um monte de oportunidade nas mãos, a liderança se reuniu para avaliar as possibilidades e criar um plano de ação. Tudo isso, iniciado e incentivado pela Carolina Brum, gerente de marketing da empresa, que se empoderou dos nossos processos de facilitação para criar ações que impactem o cliente, ajudando a potencializar a nova cultura da empresa. As facilitadoras piram e se enchem de orgulho com iniciativas assim 😉

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