No último texto do blog, falamos sobre o conceito de inteligência colaborativa — as duas palavrinhas que estão na tagline da nossa marca — e apresentamos a visão da Laborama sobre o assunto.

Recapitulando brevemente: entendemos que a inteligência colaborativa se manifesta quando, em um grupo, as inteligências individuais servem ao propósito da colaboração, criando algo maior, de interesse coletivo.

Quando uma empresa consegue executar essas ideias, o resultado é maior engajamento em seus colaboradores, o que traz todo o tipo de benefício que um gestor pode imaginar.

A mudança cultural necessária para se chegar a esse cenário pode — e em alguns casos deve — ser gradual. Mas apenas a boa intenção não é o suficiente. Em algum momento, é preciso ter uma atitude.

Neste artigo, vamos apresentar sugestões de comportamentos e ações que ajudam a cultivar a inteligência colaborativa em uma empresa.

5 comportamentos de um líder colaborativo

Costuma-se dizer que a diferença entre um chefe e um líder é que o primeiro comanda e controla e o segundo inspira e liberta. O gestor que quer provocar uma mudança comportamental em sua equipe precisa primeiro experimentar essa mudança nele próprio. Sua postura perante os demais colaboradores, por si só, já comunica bastante.

A seguir, apresentamos alguns comportamentos que inspiram os demais e contribuem para disseminar a ideia da inteligência colaborativa na empresa.

1. Ouça mais

A comunicação de verdade é uma via de mão dupla. Quem apenas fala não está se comunicando, está impondo a sua verdade de uma maneira vertical. No mindset colaborativo, esse padrão não tem vez: é preciso ouvir.

Comece convidando, vez ou outra, um colaborador para tomar um café e incentive-o a expor sua visão sobre como andam as coisas no setor em que trabalha e na empresa como um todo.

Encontre brechas na sua agenda e torne essa ação um hábito. Mas é fundamental iniciar a conversa desarmado, interessado em escutar e aprender, não em debater ou se defender.

2. Não finja colaboração

Todo mundo percebe quando o estímulo à colaboração é jogo de cena, pura aparência.

Às vezes, gestores promovem ações pretensamente colaborativas quando já têm suas ideias prontas. Um fingimento mais elaborado inclui manobras para levar o grupo a chegar às mesmas conclusões do gestor.

Na realidade, o processo de colaborar pode exigir que você abra mão de algumas convicções, fazendo algo que não concorda — mas sem medir esforços para ter sucesso nessa ação.

3. Não se apegue às experiências passadas

“É natural que as pessoas mais experientes já tenham algumas soluções prontas para problemas recorrentes”, afirma Stela Nesello, sócia da Laborama.

“A cilada, nesse caso, é se apegar às experiências passadas e desconsiderar formas de resolução que ainda não foram testadas. Ou foram, mas talvez estivessem em outro contexto e mereçam ser testadas novamente”, conclui.

Cultivar a mente aberta é interessante para evitar ficar refém de processos engessados, que não mudam porque “sempre foi feito assim e sempre deu certo”. Oferecer resistência a novas possibilidades é um obstáculo à inovação e à cultura colaborativa.

4. Analise a ideia, não a pessoa

Por mais maturidade e empatia que um profissional possua, é comum que ele não tenha a mesma afinidade com todos os colaboradores.

O que não deve acontecer é deixar as diferenças — ou “implicâncias” — impedirem a construção coletiva. Porque o coletivo, aqui, é todo mundo, não apenas aqueles com quem “o santo bate”.

Ao trazer as pessoas de menor compatibilidade para dentro do processo, tome cuidado para não levar para o pessoal e torcer o nariz para suas contribuições. Julgue sempre a essência da ideia, não a fonte.

5. Celebre o erro

“Ter razão sobre tudo coloca você em uma ilha”, provoca Stela. Esse modo de pensar isola o gestor e impede que ele entenda a importância de estimular os diálogos horizontais na empresa. Afinal, se ele está sempre certo, basta que continue responsável por todas as tomadas de decisão, não é mesmo?

Por isso, quando falamos em celebrar o erro, não é para ficar contente quando alguma coisa dá errado. Mas sim para enxergá-lo como a oportunidade de descer do pedestal, ouvir os demais e criar pontes com as maneiras de pensar das pessoas à sua volta.

E não esqueça que o erro pode gerar insights valiosos para a empresa, como explicamos neste artigo do blog.

3 ações para estimular a colaboração

A reunião é um dos melhores ambientes para estimular a inteligência colaborativa em uma empresa. Ela geralmente envolve profissionais de funções diferentes, um cenário em que os representantes dos níveis hierárquicos mais baixos costumam ficar tensos e inibidos.

Para fomentar a colaboração, essa tensão precisa ser eliminada, ou pelo menos diminuída ao máximo. Todos precisam ficar à vontade para contribuir, expondo sua opinião sem medo de ser julgado ou considerado inoportuno.

A seguir, sugerimos três simples ações que aproveitam as reuniões para disseminar a cultura da inteligência colaborativa.

1. Comece com um check-in

O check-in é quando a pessoa que conduz a reunião busca entender como cada participante se sente e qual sua expectativa. Pode ser com uma simples pergunta norteadora ou com o próprio facilitador expondo seu sentimento e expectativa, para depois estimular que os demais façam o mesmo.

A prática funciona como um quebra-gelo, aumentando a disposição dos membros do grupo. E como uma forma de integrá-los, fazendo com que todos se sintam parte do processo.

2. Encerre com um check-out

Se no check-in verifica-se como as pessoas estão chegando no encontro, o check-out é feito para saber como elas estão saindo. Não é hora de supor nada: é importante verificar se os participantes têm dúvidas (encorajando as perguntas) e se eles concordam com o que foi acordado.

3. Pauta compartilhada

Que tal permitir que todos tenham acesso à pauta da reunião semanal, permitindo que as pessoas não apenas a consultem, mas também contribuam para a sua construção? “Essa simples medida também pode ser um gatilho para um comportamento mais colaborativo”, garante Laila Palazzo, cofundadora da Laborama.

Existem outras ações, processos e comportamentos que ajudam a tornar uma empresa mais colaborativa. Quer conhecê-las? Então fique ligado em nosso blog ou então entre em contato e marque uma conversa com a gente 🙂

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